Manjinela Vitonda, antigo combatente da Luta de Libertação Nacional, nascido aos 4 de Fevereiro de 1954, considerou, nesta terça-feira, 3 de Fevereiro, o Início da Luta Armada de Libertação Nacional como a primeira grande conquista do povo angolano face à opressão colonial.
Residente no município de Mavinga, o antigo combatente recordou que, naquela época, o povo angolano ansiava libertar-se da escravidão portuguesa, marcada por maus-tratos, desvalorização e humilhações impostas aos nacionais na sua própria terra.
Segundo Manjinela Vitonda, a luta visava igualmente repreender os abusos do regime colonial, que castigava severamente homens e mulheres angolanos, e pôr fim à condição de Angola enquanto província ultramarina de Portugal, abrindo caminho para a Independência Nacional.
“Graças à união de bravos angolanos que decidiram abandonar tudo para lutar por uma causa justa e comum, Angola é hoje um país livre. O 4 de Fevereiro de 1961 marcou o início e tornou-se o passo mais importante de todas as conquistas alcançadas até hoje”, sublinhou.
O ano de 1961 assinala também um momento histórico para o município de Mavinga, que passou à categoria de município, deixando de ser um antigo posto dependente de Luena, na província do Moxico.
“O período foi vivido com grande intensidade pela população, que chegou a transportar em tipoias o senhor Afonso, antigo colono português, juntamente com a sua família e mercadorias, ao longo de grandes distâncias” disse.
De acordo com o antigo combatente, esse processo foi impulsionado pela iniciativa de Mwene Tchimongua, que incentivou a população local a libertar-se dos costumes considerados prejudiciais impostos pelo colono Afonso, passando, a partir de 1961, a tomar decisões próprias que fortaleceram a união e o bem-estar da comunidade.
Manjinela Vitonda reconheceu que o fim do sofrimento não foi fácil para os angolanos, mas destacou que a Independência Nacional, alcançada em 1975, e a Paz, em 2002, representaram um grande alívio e uma vitória histórica para o povo de Angola.