• PARTEIRAS DO HOSPITAL MUNICIPAL DE MAVINGA REAFIRMAM COMPROMISSO COM A REDUÇÃO DA MORTALIDADE MATERNA E INFANTIL


    Profissionais da maternidade do Hospital Municipal de Mavinga destacaram a importância do acompanhamento pré-natal e do parto seguro, na véspera do Dia Internacional da Parteira, assinalado a 5 de maio.

    Nesta segunda-feira, 4 de maio, as parteiras realçaram o papel central que desempenham na promoção da saúde materna e infantil, bem como na redução de complicações obstétricas na província do Cuando.

    A chefe da Maternidade, Maria Wessi, afirmou ser uma honra acompanhar as gestantes durante a gravidez, o parto e o pós-parto, apesar dos desafios associados a casos de hemorragia pós-parto e outros distúrbios durante o trabalho de parto.

    Para mitigar esses riscos, a unidade tem reforçado as campanhas de educação para a saúde, com palestras sobre nutrição na gestação, higiene, sinais de alerta e cuidados no puerpério, além de promover o aleitamento materno exclusivo nos primeiros seis meses.

    Por sua vez, a parteira Dionísia Tchokalihe destacou que ser parteira é “acompanhar e assistir a mulher em todo o ciclo gravídico-puerperal, aplicando conhecimentos técnico-científicos, experiência clínica e cuidado humanizado, garantindo um parto seguro e a vitalidade do recém-nascido”.

    Acrescentou que a vigilância do trabalho de parto, o uso do partograma e a avaliação dos batimentos cardiofetais são práticas essenciais no quotidiano da maternidade.

    A utente Delfina Ekolelo, que realiza consultas pré-natais na unidade, elogiou o atendimento prestado pelas profissionais. “São atenciosas, conselheiras e tratam as mães e os bebés com carinho.

    A directora-geral do Hospital Municipal de Mavinga, Yara Lopes, assegurou que a instituição dispõe de condições mínimas para o exercício da profissão e para a realização de partos institucionais seguros.

    No entanto, lamentou que tabus e crenças ainda levem algumas mulheres a optarem por partos domiciliares sem assistência qualificada, aumentando o risco de complicações graves. “Muitas gestantes não iniciam ou abandonam o pré-natal e chegam ao parto em situação crítica”, alertou.

    A responsável apelou ainda às jovens interessadas na profissão para investirem na formação contínua e na excelência técnica. “Ser parteira é trabalhar com vidas, exige amor, empatia, responsabilidade e compromisso com a saúde da mulher e da criança”, frisou.

    Yara Lopes acrescentou que o Governo Provincial do Cuando reafirma o compromisso de melhorar as condições de trabalho das parteiras e de reforçar a articulação entre parteiras hospitalares e tradicionais, por meio de formação, supervisão e sistemas de referência e contra-referência.

    O objectivo é ampliar o acesso ao parto institucional, reduzir a mortalidade materna e neonatal e garantir que cada nova vida nasça em segurança.

    CUANDO – RESILIÊNCIA E DESENVOLVIMENTO